“Seja porem , o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disso é de procedência maligna.”
MATEUS 5:37
O rico e próspero industrial tinha quatro filhos; o maior tinha 10 anos; o menor apenas cinco. Apesar de rico, apesar da luxuosa residência, apesar do conforto que proporcionava a família, apesar de possuir dois automóveis a sua disposição, o dono da casa, considerava que a melhor herança que poderia deixar aos filhos era criá-los no temor do Senhor. Por essa razão diariamente realizava culto doméstico no lar do qual todos os membros da família participavam. Além disso, estava sempre à disposição da igreja para fazer uma visita a um enfermo, para transportar em seus carros alguém que a igreja ou o pastor determinasse. Somente se sentia feliz quando podia ajudar alguém. Apesar do cuidado que dispensava à educação dos filhos, havia sempre entre eles esses problemas sem importância de uns desejarem usar os objetos e brinquedos dos outros, ocasionando queixas que cada qual levava ao pai a fim de resolvê-las. O filho menor tinha o hábito de prometer aos irmãos os brinquedos, a fatia de bolo que teria de sobremesa. Na hora exata os irmãos exigiam que cumprisse o que prometera, e tomavam-lhe então os objetos. Apelavam todos para o pai o qual invariavelmente dava a solução seguinte: Vem cá, Jorge _esse era o nome do menino de cinco anos. Tu prometeste dar o objeto ao teu irmão mais velho?_ Prometi sim, papai, mas não foi agora, foi pela manhã. _ Bem, já que prometeste, então é dele. Quem não quer ficar sem as coisas não promete. Não adianta chorar, quem não quer, não promete. Era essa a resposta que encerrava a questão. Naquele dia, pela manhã, o rico homem de negócios disse à esposa que havia mais de uma semana que não era solicitado para ajudar ninguém. Na hora da oração do culto doméstico, o dono da casa, entre outras coisas fez este pedido: “Querido Senhor, mostra-me alguma coisa ou alguém que eu possa ajudar, hoje mesmo. Usa-me como quiseres.” Apenas havia terminado a oração o telefone tocou e alguém do outro lado da linha perguntou: _ O senhor pode vir nos ajudar? _ Posso sim , como não. Onde é? _ É no Abrigo dos Velhinhos na rua Larga. Nosso cozinheiro está doente e estamos necessitando quem nos ajude. _Quem foi que telefonou ?_perguntou a esposa. _Foi do Abrigo dos Velhinhos querem que eu vá servir de cozinheiro. Não sei como vai ser; eu nunca experimentei preparar comida não sei se vou. Nisto ouviu-se uma voz de criança; era o filho de cinco anos que gritou bem alto lá na varanda: ” Quem não quer, não promete”. O que aconteceu todos sabem. Teve que ir. *autor desconhecido