_ Mamãe eu desejava muito ter um canário- disse certa vez Cristina.
_Para que queres um canário, minha filha, não sabes que dá muito trabalho?
_Não importa que dê trabalho; se cantar eu não me importarei de lhe dar alimento, lavar a gaiola, trocar a água, enfim, cuidar dele.
_ Está bem, Cristina; terás um canário se fores obediente, isto é, se mereceres.
_Claro que serei obediente, mamãe; a senhora verá.
Certo dia Cristina voltava da escola quando sua mãe lhe disse:
_ Eu vou sair, mas volto breve. Sobre esta mesa fica esta caixinha nova; não lhe toques, nem a pegues, antes de eu voltar. Se me obedeceres a eu te prometo que não te arrependerás.
Apenas a mãe saiu, a curiosa e desobediente menina apossou-se da caixa e começou a mirá-la por todos os lados.
_ E tão leve, que parece estar vazia _ dizia consigo mesma Cristina.
_ Tem uns buracos na tampa; para que servem os buracos? Que haverá dentro dessa caixa? Pensando que a mãe não descobriria, a menina abriu a caixinha; no mesmo instante escapou da caixa um lindo canário; a avezinha começou a adejar na sala, soltando lindos e alegres trinados.
Cristina fez tudo para apanhar o canário, a fim de fechá-lo na caixa antes que a mãe chegasse e constatasse à desobediência.
No momento em que Cristina perseguia a pequena ave fugitiva, sua mãe abriu a porta da rua e o canário ganhou definitivamente a liberdade.
_ Filha curiosa e desobediente, _ disse a mãe de Cristina _ eu ia dar-te o canário, porém a tua desobediência não permitiu. Agora se quiseres um canário, tens que ir caçá-lo!
Uns perdem canários, outros perdem coisas de maior valor, por causa de desobedecerem ao que está escrito na Palavra de Deus: “Filhos obedecei a vossos pais”.


